domingo, 25 de junho de 2017

Uma viagem até ao meu ateísmo - Autobiografia (em inglês, mas nada de complicado)

As a starter I was, probably like most of you atheists and other free thinkers, baptized, but not because my parents were religious, but  because a friend of my mother convinced her it would look bad not to do it in such a small and devout town. And she was right, and I know it from experience, because there were rumors that two new kids in town weren’t baptized and people already disliked them for that and for their mother not being married in a church ceremony (in fact at that time, my parents had a church wedding in secret because they were afraid people would find out they weren’t even married by the church and they and my mom’s friend had convinced the priest to baptize me without even being married). So, yeah, I come from a very religious small town, and even my mother and I attended church for little more than a year there because her friend asked her to help her with sunday school and to organize a very important religious event when she was sick, so my mom had to be integrated because it involved more people. But my own family wasn’t very religious - my father was an atheist and my mother was spiritual but wasn’t religious at all for most of my childhood and adolescence, and also for most of it we didn’t attend church except sporadically on christmas because my mom liked the tradition (now she doesn’t even do that). So this is my experience with church: about an year of stupidity, and a few more sporadic events (weddings, christmas, etc.). As for me, I never had a strong belief in god or Jesus as the son of god and his resurrection (I think the correct term to use here would be agnostic), and didn’t even think about it much until I was about 10 years old. We also didn’t discuss this topics at home much. Then, one day I woke up and was sure of my disbelief - after reflecting on it for a while of course. As I grew up I realized I was an “atheist”, and that happened when I was 11 or 12 years old. I didn’t have much trouble with coming out as an atheist, although my parents, especially my mother, wanted to make sure I knew what I was talking about when I criticized religion. The questions they asked me, as I was seeking an answer, made me grow more into my atheism, and become a more informed atheist. Later I learned that my dad was an atheist too (although I knew he wasn’t religious already), but not my mother (the best term here is “pantheist”), although she wasn’t religious either… Later, when I was starting high school I considered strong atheism for a while, then I identified as an agnostic atheist (between 5 and 6 in the dawkins scale that goes up to 7) towards the end and when I started college (in a different program than the one I am enrolled now and I’m gonna end up majoring in). Then, I was a militant atheist for a while, although still an agnostic atheist. I’ve written many texts about atheism and related topics like evolutionary science and creationism - yes, including addressing claims that stated evolution doesn’t bring information into the genome, therefore god must have done it, which isn’t true because there are mechanisms that do bring information into the gnome, including gene duplication. I’ve written these texts in my blogspot blogs and google page [which aren’t in english so, I won’t bother to link to these pages], on tumblr in my previous blogs about atheism and even in this last blog. I also wrote about the relationship between mental health and religion (and found religion didn’t always had positive effects), as well as about the relationship between cognitive functioning and cognitive abilities and atheism/ religion, including posts in which I stated studies found a positive correlation between atheism and IQ of 0.6, as well as posts where I based my text on a study that found atheists think more rationally and have what is called a “rational brain”, and stated religious people were more on the emotional side. I’ve also exposed the genetic and environmental influences on religion, spirituality and atheism - tendency to believe is genetic, but religion has to do with culture and upbringing. So I’ve done my part on discussing the topic from an intellectual perspective, and now I’m probably one of the most laid back atheists in the entire world and now I mostly joke about it while stating some truths, and use my knowledge on the topics of atheism and related from time to time.
I’m in my senior year of college and I’m a psychology major with some professional training in clinical psychology and neuropsychology, and I would say I’m now a somewhat mature and adult atheist that is getting tired of refuting the same old tired religious arguments - including arguments about mental health and religion, and including creationist arguments. But there’s one thing I won’t tolerate and that is intellectual fraud - asserting you’re something you’re not just to look cool and intellectually credible - such as people saying they’re deists when they’re in fact theists (and possibly christian theists) and that they’re moderates when they’re fanatics… But then their actions won’t be in accordance with their words and if you’re that person, you’ll be discovered quickly. 
So this was my journey into my atheism, I hope I managed to be enlightening. 

P.S.: Não tive nem tenho muito tempo ou disponibilidade para traduzir isto porque é um texto bastante extenso.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Sobre um suposto Jesus histórico:


Enfim é preciso "esticar" muito o conceito de personagem histórica, considerando que não havia milagres, não nasceu de uma virgem, e possivelmente (de acordo com evidências arqueológicas) a personagem na qual se basearam era casada e tinha um filho, tendo vida sexual e amorosa como qualquer outro homem. Há também partes integrantes de outros mitos. Pode nem sequer ter morrido na cruz - os romanos crucificavam pelos pulsos, mas eram atados, e os judeus tinham o hábito de apedrejar quem queriam ver morto, ou de quem se queriam vingar... Sim, por essa época houve um homem "revolucionário" chamado Jesus (penso que nisso os historiadores concordam. Mas daí até ter todos os atributos e ter realizado todos aqueles milagres, ressuscitado, ou mesmo morrido na cruz, não ter mulher e filhos (o que era bastante incomum na sociedade da época), etc. vai um passo gigantesco.
A lógica é simples: é uma lenda - parte verdade parte mentira. A parte sobrenatural e mais uns quantos pormenores são mentiras, provavelmente.
Quando me falam em Jesus histórico eu penso na pessoa ou pessoas (um que foi apontado como possível base para a personagem de Jesus até era egípcio) em que as pessoas que escreveram a Bíblia se basearam mas depois eu penso... fará muito sentido falar num "Jesus histórico" num contexto cristão, bíblico? Bem muito sentido não faz, e é preciso dar "um grande esticão" ao conceito, mas, quem é que os impede?

terça-feira, 13 de junho de 2017

Complexidade genética NÃO falsifica a teoria da evolução (Parte II): Há casos e casos...

Este é o texto em que o Mats se inspirou para escrever o seu último (e talvez mais uns quantos): http://nautil.us/issue/9/Time/evolution-youre-drunk. E o logo o primeiro comentário refuta essa história toda: «Things can only be so simple, but arbitrarily complex. So over time, given variation, the most complex organism existing tends to be more complex than the most complex organism in a previous time. This makes it appear that things in general are getting more complex. However, there is no reason why simpler organisms cannot evolve after more complex ones.» Aposto que o Mats nem leu (e o comentátio era de há 3 anos atrás) ou se leu nem quis saber de mais nada, não fosse criar um estado tal de dissonância cognitiva que ele não aguentasse. Se os criacionistas estivessem mais preocupados com verificar através do método científico o que é verdadeiro e falso em vez de se defenderem dos sentimentos/ reacções às informações contrárias às suas crendices religiosas, provavelmente... Nem existiriam criacionistas! E eu não teria o prazer de de vez em quando vir aqui dar umas gargalhadas à conta deles e das suas fraquezas intelectuais e emocionais.

Cheers to the freaking weekend (that has passed, and while I was studying instead of resting)! Oh, and I can't drink to that because I'm taking medication :/

domingo, 11 de junho de 2017

Cognição e traços de personalidade: Uma visão integrativa - da (neuro)psicologia em geral

Deparei-me com um trabalho académico, intitulado Teorias da Personalidade no contexto dos meus estudos sobre a disciplina de Marketing e Publicidade e a sua relação com a personalidade dos consumidores. Várias perspectivas têm sido propostas: entre elas a cognitiva, a dos traços ou disposições, a comportamentalista e de aprendizagem social. Embora os defensores da perspectiva cognitivista (ex.: Kelly) rejeitassem a teoria dos traços elas não parecem mutuamente exclusivas, pelo contrário os traços podem depender dos tais processos cognitivos referidos no texto. Por vezes o progresso torna-se difícil ao fazer estas supostas oposições e ao não tomar uma abordagem mais integrativa. Claro que nem sempre é possível, mas pelo que sei, não impossível neste caso, nem em muitos outros, se não uma maioria na psicologia. Felizmente alguns passos estão a ser dados na direcção de uma abordagem mais integrativa no campo das abordagens teóricas e práticas da psicoterapia, e tendo por base factores comuns, não deixando obviamente de diferenciar (mesmo que a diferença seja pouca) quais as melhores abordagens para diferentes perturbações, bem como uma abordagem mais integrativa incluindo o campo da neuropsicologia e das neurociências para estudar os efeitos das ditas terapias no cérebro e as alterações associadas a certas psicopatologias e construtos de personalidade (ex.: psicopatia), bem como para validar certas abordagens relativas à personalidade e aprendizagem.
    Continuo a não achar certos métodos e aplicações das ideias freudianas, como a interpretação dos sonhos, credíveis. A aplicação das concepções de Freud ao marketing e publicidade, que era descobrir as motivações inconscientes/ subconscientes e usá-las também teve vários problemas, sendo, para mim os mais importantes: a sobreinterpretação, a sobregeneralização dos resultados com pequenas amostras e a impossibilidade de falsificação - tal como na interpretação dos sonhos. A hipnose (também baseada numa concepção e método freudiano) como é usada e estudada hoje em dia mesmo assim é mais credível, bem como a estrutura base de personalidade, e os fenómenos de transferência e contra-transferência, que, apesar de baseados em ideias/ concepções de base psicanalítica, são actualmente aceites por proponentes ou usuários de outras abordagens que não a de base psicanalítica ou psicodinâmica. 

"Selo Mats de Qualidade": Dinossauros NÃO conviveram com os homens

Não sei se os meus leitores se recordam de há uns tempos atrás o Mats, no seu blog entitulado "Darwinismo" tentar defende que este tipo de esculturas ou altos relevos eram evidências a favor de que dinossauros e humanos conviveram, o que tornaria o mito da criação mais plausível, e esta figura ou uma muito semelhante era dada como exemplo dessas "evidências". Pois... Sinceramente se compararmos com os animais locais (e não apenas com o que nos lembrarmos no momento, ou o que nos ditam as nossas crenças religiosas que nos lembremos, esta é uma hipótese bem mais provável, e mais fortemente ainda se não descartarmos todo o grupo de evidências de que os dinossauros foram extintos antes do homem aparecer. Mais ainda, isso não seria evidência suficiente para provar o criacionismo da Terra jovem. Portanto, esta tem mesmo o "Selo Mats de Qualidade". Não há dúvidas. 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Complexidade genética NÃO falsifica a teoria da evolução

O "Mats" voltou à carga com os disparates do costume sobre a teoria da evolução ter sido falsificada num texto, Complexidade Genética falsifica teoria da evolução, no blog dele (ironicamente chamado Darwinismo):

O Mats escreve: «(...) Dito de forma simples, e segundo a mitologia evolutiva, os organismos mais antigos deveriam ter menos genes que organismos mais complexos. Mas a ciência refutou essa expectativa: "Em vez disso, a sua crença na complexidade incremental começou a desmoronar-se. A primeira dificuldade foi em encontrar uma definição simples da forma como a complexidade se manifestava. Afinal de contas, as amebas tinham genomas enormes."»
Depois, continua: «Os evolucionistas previram que o genoma aumentava de tamanho com o passar dos mitológicos “milhões de anos”, mas essa previsão estava errada.
Os evolucionistas previram então que o número de genes ia aumentando com o passar do tempo, mas isso também estava errado.»
Isto não é bem assim: o texto usa exemplos de espécies actuais (as as amebas), com tamanhos de genomas actuais e não de há milhões de anos. No entanto, mesmo seguindo uma lógica semelhante, a bactéria Haemophilus influenzae, que é um organismo considerado como retendo as características mais "primitivas"  - ainda mais do que a ameba (ser unicelular, não ter núcleo, etc.) tem um genoma com 1.830.000 pares de bases e a espécie Homo sapiens tem um genoma com 3.200.000.000 pares de bases. Para além disso, de qualquer modo todas estas espécies são de agora, não de um passado distante.

De seguida afirma: «Os evolucionistas também descobriram, através de experiências, que a maior parte das mutações causam a perda de informação genética, exactamente o contrário do que seria de esperar se a teoria da evolução estivesse certa. [Não me lembro disso ser uma previsão da teoria da evolução, pelo menos não para todas as mutações ou a maioria] Este último ponto é particularmente importante visto que isto causa a que o gradualismo evolutivo se mostre estatisticamente improvável, a roçar a impossibilidade.» - Sugiro que pesquise mais sobre duplicação de genes e o que lhes sucede depois e também sobre o acrescento de bases ao DNA, que aumentam a informação no genoma.