Este blog é a continuação do meu velho blog com o mesmo título e vai tratar de assuntos diferentes, como psicologia e neurociências, mas também de evolução como anteriormente, um pouco de filosofia de vez em quando, ateísmo e religião - e isso inclui demolir argumentos criacionistas (e escarnecer deles).
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Qual a minha opinião sobre a abordagem behaviorista e cognitivo-comportamental da psicologia?
Ora bem, penso que está na altura de tirar as teias de aranha e o pó a este blog. O blog não está "morto" e agora quero aproveitar um tema que surgiu a propósito de umas questões que me foram colocadas, que são sobre o behaviorismo e a análise comportamental. Ora, na minha opinião (e de muitos especialistas e investigadores), a psicologia não pode viver apenas da abordagem behaviorista (incluindo a análise do comportamento). No entanto, é uma dos melhores em termos científicos. É muito mais científico do que, digamos, a abordagem freudiana e ainda é algo aplicável até hoje. A abordagem cognitivo-comportamental (em terapia e teoria), que é uma mistura da primeira com a cognitiva, é talvez a minha favorita porque ele funciona na prática. A TCC é uma das abordagens de tratamento mais bem empiricamente suportadas (inclusive para perturbações de personalidade) e a abordagem cognitivo-comportamental também explica os comportamentos mal-adaptados das pessoas (a maneira como foram aprendidas). Esta abordagem anda normalmente a par e passo com as neurociências (daí que existe até na minha universidade um mestrado em neurociência cognitiva e neuropsicologia).
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Batendo na mesma tecla
Ah criacionistas burros!
E pronto, eles lá continuam a usar o argumento da complexidade irredutível, e o meu texto hoje tinha que começar com um insulto - nada que não seja uma realidade, mas ainda assim um insulto. Também não sei uma maneira simpática de dizer a alguém que é burro. Talvez seja algo como: caro respeitado criacionista, o seu QI é provavelmente muito baixo, por isso deverá contactar um psicólogo clínico ou neuropsicólogo ou outro profissional da área que actue num destes campos da psicologia.
Adiante, o facto de um sistema biológico apresentar complexidade irredutível não obriga a que esse sistema não possa ter uma origem que não envolva um designer inteligente. Vários exemplos, incluindo exemplos apresentados por Behe na sua obra “A caixa negra de Darwin”, demonstram isso mesmo. Por não podermos tirar uma "peça" agora, na presente forma do sistema funcional, pois este deixaria de funcionar não significa que não pode ter evoluído de um sistema arcaico bastante diferente e em muitos casos com outra função. Julgo que já tinha dito isto na primeira versão do blog para a qual existe aqui uma ligação bem visível.
Assim me despeço nesta noite quente e comigo já estafada, que acabei de chegar a casa e deparei-me com isto, num texto [links para os comentários ao texto] ao qual já eu respondi e outras pessoas mais bem informadas do que o autor também.
E pronto, eles lá continuam a usar o argumento da complexidade irredutível, e o meu texto hoje tinha que começar com um insulto - nada que não seja uma realidade, mas ainda assim um insulto. Também não sei uma maneira simpática de dizer a alguém que é burro. Talvez seja algo como: caro respeitado criacionista, o seu QI é provavelmente muito baixo, por isso deverá contactar um psicólogo clínico ou neuropsicólogo ou outro profissional da área que actue num destes campos da psicologia.
Adiante, o facto de um sistema biológico apresentar complexidade irredutível não obriga a que esse sistema não possa ter uma origem que não envolva um designer inteligente. Vários exemplos, incluindo exemplos apresentados por Behe na sua obra “A caixa negra de Darwin”, demonstram isso mesmo. Por não podermos tirar uma "peça" agora, na presente forma do sistema funcional, pois este deixaria de funcionar não significa que não pode ter evoluído de um sistema arcaico bastante diferente e em muitos casos com outra função. Julgo que já tinha dito isto na primeira versão do blog para a qual existe aqui uma ligação bem visível.
Assim me despeço nesta noite quente e comigo já estafada, que acabei de chegar a casa e deparei-me com isto, num texto [links para os comentários ao texto] ao qual já eu respondi e outras pessoas mais bem informadas do que o autor também.
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Carapaça de tartaruga evoluiu pela primeira vez para cavar, depois para protecção
"... grandes garras para romper o solo e os ossos espessas para resistir a forças de compressão.
A carapaça da tartaruga é um maravilhoso exemplo de exaptação, processo evolutivo, onde um traço evolui para uma função e, em seguida, é cooptado para servir outra. Eles começaram como plataformas de escavação e, em seguida, tornaram-se armaduras. As penas são outro exemplo. Agora ajudam os pássaros a voar, mas provavelmente originaram-se como formas de manter o calor ou de sinalização para companheiros e rivais. "
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Macacos sem cauda
Weirdest Human Mutations
«As with other atavistic structures, human tails are most likely the result of either a somatic mutation, a germline mutation, or an environmental influence that reactivates an underlying developmental pathway which has been retained, if only partially, in the human genome (Dao and Netsky 1984; Hall 1984; Hall 1995). In fact, the genes that control the development of tails in mice and other vertebrates have been identified (the Wnt-3a and Cdx1 genes; Greco et al. 1996; Prinos et al. 2001; Schubert et al. 2001; Shum et al. 1999; Takada et al. 1994). As predicted by common descent from the atavistic evidence, these tail genes have also been discovered in the human genome (Katoh 2002; Roelink et al. 1993). As discussed below in detail, the development of the normal human tail in the early embryo has been investigated extensively, and apoptosis (programmed cell death) plays a significant role in removing the tail of a human embryo after it has formed. It is now known that down-regulation of the Wnt-3a gene induces apoptosis of tail cells during mouse development (Greco et al. 1996; Shum et al. 1999; Takada et al. 1994), and similar effects are observed in humans (Chan et al. 2002). Additionally, researchers have identified a mutant mouse that does not develop a tail, and this phenotype is due to a regulatory mutation that decreases the Wnt-3a gene dosage (Greco et al. 1996; Gruneberg and Wickramaratne 1974; Heston 1951). Thus, current evidence indicates that the genetic cause of tail loss in the evolution of apes was likely a simple regulatory mutation(s) that slightly decreased Wnt-3a gene dosage. Conversely, a mutation or environmental factor that increased dosage of the Wnt-3a gene would reduce apoptosis of the human tail during development and would result in its retention, as an atavism, in a newborn.»
Enquanto que chimpanzés por exemplo não têm cauda, o facto de nós apresentarmos cauda, só afirma que temos ambos uma ancestral comum com cauda, pois a nossa relação filogenética já é evidenciada pela genética, e detecção de retrovírus no genoma, entre outras evidências.
Para mais informações consultar a página web: http://www.talkorigins.org/faqs/comdesc/section2.html#atavisms_ex2
Alternativamente, consultar o e-book em pdf: http://www.talkorigins.org/pdf/comdesc.pdf
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Aumento da escolaridade obrigatória e suas implicações para a formação profissional, as gerações futuras e anteriores
O aumento da escolaridade obrigatória (para o ensino secundário) em Portugal tem certamente implicações para os alunos que chegaram no ano lectivo 2014/2015 ao fim do ensino secundário e mais jovens, cujo nível de escolaridade passa a ser a escolaridade obrigatória. No entanto, não só para esses. Na minha geração já se sentiu uma necessidade de aumentar o nível de escolaridade e se alguma coisa fez esta medida foi fazer com que, face à possível desvalorização do 9º ano de escolaridade (antiga escolaridade obrigatória) se procurasse pelo menos atingir o 12º de escolaridade (profissional ou mais orientado para o prosseguimento de estudos superiores). Isso faz com que, por exemplo, cursos de formação profissional contínua com escolaridade mínima de entrada correspondente à escolaridade obrigatória, o 9º para muitos, se não uma maioria dos que os procuram, sejam frequentados a partir da minha geração (ou até mesmo de gerações anteriores) por pessoas que, tendo 16 anos ou mais, já se encontram a frequentar o ensino secundário (11º ano, com um percurso académico normal), o que faz pensar se o seu conteúdo não deve ser modificado, também tendo em conta a área de formação e o nível de dificuldade consoante a mesma, para se enquadrar nas necessidades educativas de pessoas com cada vez mais formação a nível escolar/ académico ou se deverão manter como está tendo em vista a acomodação dos que ainda procuram esses cursos com um nível de escolaridade ao nível do 9º ano.
Mais importante ainda será a questão de que num futuro próximo provavelmente será implementada a obrigatoriedade da titularidade do certificado de ensino secundário para a frequências desses cursos de formação profissional, que corresponderá ao mesmo nível de escolaridade exigido para os cursos de formação profissional avançada.
Talvez por logicamente seguir que a partir de certa geração o nível mínimo de escolaridade irá aumentar para a maioria dos que os frequentam poderá valorizá-los aos olhos do público que se aperceba da situação, no entanto, é um pau de dois bicos, pois a exigência do 12º ano como escolaridade mínima poderá ainda conduzir a uma desvalorização do ensino secundário aos olhos dos empregadores, pois, enquanto que é o primeiro nível antes dos cursos ministrados em instituições de ensino superior e a formação avançada, é também algo que toda a gente possui - até os titulares de qualificação de nível 4 poderão ficar desvalorizados.
Para terminar, quanto à determinação dos impactos educacionais e psicológicos (na motivação, auto-imagem, etc.), é difícil de determinar um tendência sem um estudo mais ou menos global das reacções, atitudes e dados de prosseguimento de estudos, no entanto a evidência anedótica que tenho e a própria lógica leva-me a querer que poderá haver uma "queda" em termos de auto-imagem devido à desvalorização do nível de escolaridade que já atingiram, mas um maior incentivo à procura de mais e melhor formação.
Mais importante ainda será a questão de que num futuro próximo provavelmente será implementada a obrigatoriedade da titularidade do certificado de ensino secundário para a frequências desses cursos de formação profissional, que corresponderá ao mesmo nível de escolaridade exigido para os cursos de formação profissional avançada.
Talvez por logicamente seguir que a partir de certa geração o nível mínimo de escolaridade irá aumentar para a maioria dos que os frequentam poderá valorizá-los aos olhos do público que se aperceba da situação, no entanto, é um pau de dois bicos, pois a exigência do 12º ano como escolaridade mínima poderá ainda conduzir a uma desvalorização do ensino secundário aos olhos dos empregadores, pois, enquanto que é o primeiro nível antes dos cursos ministrados em instituições de ensino superior e a formação avançada, é também algo que toda a gente possui - até os titulares de qualificação de nível 4 poderão ficar desvalorizados.
Para terminar, quanto à determinação dos impactos educacionais e psicológicos (na motivação, auto-imagem, etc.), é difícil de determinar um tendência sem um estudo mais ou menos global das reacções, atitudes e dados de prosseguimento de estudos, no entanto a evidência anedótica que tenho e a própria lógica leva-me a querer que poderá haver uma "queda" em termos de auto-imagem devido à desvalorização do nível de escolaridade que já atingiram, mas um maior incentivo à procura de mais e melhor formação.
terça-feira, 26 de abril de 2016
Virologia da fé (Revisitado)
«Virologia da fé :
Família: Féviridae
Subfamília: Févirinae
Género: Févírus
Ácido nucleico: DNA desnaturado
Envelope: estragado
Proteínas de ligação á célula: Cristianismo, Islamismo, Judaísmo, etc
Patologias: ignorância, défice cognitivo e de aprendizagem, paranóia, obsessão pelo uso de argumentos da ignorância, criacionismo.
Os sintomas podem incluir: diminuição da performance cognitiva (com diferenças acentuadas nos testes de QI) e demonstrações de ‘medievalismo’
Fisiologia da doença: morte de neurónios (daí o défice cognitivo) » - Foi o que isto me fez lembrar:
http://greensavers.sapo.pt/2014/11/10/virus-que-torna-os-humanos-mais-estupidos-descoberto-por-acaso/
quarta-feira, 23 de março de 2016
Uma boa lista de órgãos vestigiais no corpo humano.
Inclui pêlos (sim, eles são vestigiais, pois já não desempenham uma função importante, embora ainda retenham alguma, só fazendo sentido sendo uma herança dos nossos ancestrais peludos), um músculo perfeitamente redundante no pulso e os músculos da orelhas também redundantes para nós humanos, mas nem tanto para outros mamíferos, assim como o tão conhecido coccix, que é uma cauda vestigial algumas das últimas vértebras que muitos têm não estão lá a fazer nada (outras servem como uma espécie de âncora para certos músculos pélvicos), assim como as caudas vestigiais presentes nos embriões e em alguns bebés, assim como alguns reflexos inatos semelhantes aos movimentos dos símios.
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