sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Olhem para isto!



E "está fora do tempo e do espaço" ou mesmo algo como "tem que ter escolhido algum ponto de partida para criar", a mim não me diz nada - o primeiro não me diz se é inteligente nem se tem emoções humanas (isso seria um deus) e muito menos que andou por aí a engravidar virgens como que por magia, quanto ao resto, o problema é que ele para dizer isto não está a considerar outras alternativas a um ser inteligente sem quaisquer garantias. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Menos actividade

Adenda: Os dinossauros do Mats nem sequer comiam arroz!

Não tenho sido muito activa neste blog em particular. Mas de facto não se tem passado muita coisa pelas bandas do criacionismo e religião disfarçada de ciência. Pelo menos, não muito relevante (por vezes até os comentários dos próprios criacionistas demonstram que as descobertas de que falam em nada ajudam a sua causa cansada - pista: Mats; ver mais sobre as parvoíces dele e de outros, tais como o argumento ontológico e sua defesa que dá voltas e voltas para defender a existência de um deus que nunca teve evidências a seu favor e nunca é a explicação preferível no Que treta e nos posts do google+). Até o blog do nosso criacionista já mais que conhecido se limita a regurgitar factos (se é que o que ele diz é bem assim) que em nada ajudam a causa dele e são provavelmente excepções à regra geral. O texto nem sequer é original, mas sim uma regurgitação fedorenta do blog de um criacionista americano, um tal Cornelius Hunter.

No entanto, julgo que de tempos a tempos irá haver actividade, especialmente se eles se meterem com a área das neurociências outra vez ou se eu arranjar alguma coisa interessante para comentar ou criticar.

domingo, 2 de agosto de 2015

A Teoria da da evolução não é inútil (outra vez)



(Atheist Debates - Interview: Dr. Jerry Coyne - 
Este video é um entrevista com o professor Jerry Coyne, sobre várias coisas, incluindo uma pequena discussão sobre o valor prático da teoria da evolução (ao início) - por exemplo, foi ela que fez com que surgissem ferramentas para se detectar de onde provêm certas estirpes de vírus (por ex. o HIV) e também sobre coisas que ainda faltam descobrir/necessitam de mais estudos em ciência em geral e especificamente na área da biologia, tais como a origem da vida e as estruturas cerebrais e actividade responsáveis pela emergência da consciência.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Estupidez vs Neurociência

Hoje acordei da minha sesta tardia para descobrir esta pérola no blog do criacionista do costume. Lá consegui vencer a preguiça e pegar naquilo. acabei por escrever sobre isso no blog do tumblr.
O texto é enorme e aborda uma data de tópicos - mais uma das técnicas evasivas dos criacionistas. Mas mesmo assim, ainda consegui abordar alguns pontos:

sábado, 4 de julho de 2015

Evolução dos pêlos em humanos e outros mamíferos vs. estupidez criacionista: Adenda

O criacionista também diz que os pêlos, muitos deles mais finos, ao longo do corpo todo também têm a função de regulação térmica, que, a meu ver, se foi tornando cada vez mais redundante. Eu diria ainda têm uma função. O mecanismo de pilo-ereção e essa função redundante dos pêlos em conjunto com o fato de que  são partilhados pelos mamíferos, mas não pelas aves e répteis, de que o pêlo mais desenvolvido dos outros símios e de outros mamíferos serve um propósito semelhante e tem uma base genética semelhante, não se tendo encontrado nada que aponte para evolução convergente, e tendo o registo fóssil, a genética de um modo geral e a embriologia a apoiarem a evolução, sugere que estes são uma herança vestigial (pois encontra-se menos desenvolvida) dos nossos antepassados símios (para mais sobre a evolução do pêlo dos mamíferos em si, devem ser consultadas as referências do texto anterior). Mais ainda, nem faria sentido que eles lá estivessem e não fossem apenas uma herança.
 

Evolução dos pêlos em humanos e outros mamíferos vs. estupidez criacionista

Mais uma vez passei por um blog criacionista já conhecido dos meus leitores:

https://jephmeuspensamentos.wordpress.com/2015/07/02/pelos_humanos_darwinismo_projeto_inteligente/ 

O criacionista da Terra jovem Jephsimple copiou um texto de um livro de um criacionista do design inteligente. Para lerem o texto que vou comentar, cliquem no link acima. 

Relativamente à parte do Jerry Coyne, ele disse mais recentemente (1) que a evolução para "macacos" menos peludos poderia ter a ver com a capacidade de suar (embora essa hipótese esteja longe de ser perfeita). E mesmo com a outra explicação das funções dos pêlos, parece que os pêlos (espessos ou o lanugo embrionário) foram preservados assim apenas onde faziam mais falta. Em que é que isto vai contra a ideia de que evoluímos de símios peludos? Não vai (se não ai, é escusado os criacionistas sequer falarem no assunto). E o facto de dizerem que temos o corpo mais coberto de pêlos do que pensamos não sugere isso mesmo? 

«Como vimos neste texto, as evidências sugerem que ambas as estruturas e as funções de pêlos e/ou cabelos apresentam sinais de complexidade e intencionalidade. » - Ou apenas a preservação evolutiva de estruturas úteis aos organismos (e visto que as evidências genéticas, fósseis e embrionárias estão a favor da evolução...).

«Um cabelo humano é tão complexo que o homem nunca vai entendê-lo completamente, muito menos explicar sua origem por processos evolutivos ao acaso.» Mentira. Os cientistas estão bastante perto de desvendar como ocorreu a evolução dos pêlos dos mamíferos (2,3, 4).

Se isto é o tipo de coisa que vai aparecendo ao longo do livro todo, é fraquinho. 

1. https://whyevolutionistrue.wordpress.com/2010/07/20/why-does-skin-color-vary-among-human-populations/ 

2. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2736124/ 

4. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25947341 ("Convergent evolution of cysteine-rich proteins in feathers and hair." - mais um exemplo de distinção entre evolução convergente e divergente). 

3. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18031455 

terça-feira, 30 de junho de 2015

Argumentos & objecções

Desde já devo dizer que este post é mais para quem anda pelos lados do google+ (e não tanto pelo facebook). Quem anda mais por lá já deve ter reparado na quantidade de posts de hoje que tratam exactamente dos argumentos idiotas do William Lane Craig. Alguns são comentários meus, outros são as partes dos artigos que li sobre o assunto que eu considerei mais importantes. Para quem não acompanha o blog desde o início, o William Lane Craig auto-intitula-se filósofo, mas é mais um teólogo ou quanto muito apenas um filósofo das religiões e mais um "debatedor" profissional do que um académico na prática. Estes já tinham sido abordados por mim aqui no blog (arquivo de 2013, 2014 quanto muito), incluindo uma breve análise de um debate (breve, mas ainda foi maior que muitos posts) com um físico bastante conhecido nos Estados Unidos (um cientista sério e não um "debatedor" profissional). pensei que já tinha acabado de escrever sobre essa pessoa irritantemente pomposa, incrivelmente arrogante e estupidamente desonesta que é o WLC, mas não consegui deixar o que li em paz. Não, eu não fui à procura das parvoíces dele, nem de nada sobre elas, mas, digamos que apareceram quando eu procurava material sobre a opinião e argumentos dos historiadores sobre a ressurreição de Jesus (de preferência contra) para desdizer um post do mats com um link para um texto que aparentemente quer dar a entender que a ressurreição é tida como um facto histórico pela maioria dos académicos. Esse post ficou "pendurado" e só saiu agora porque o facebook não me estava a deixar postar. Mas vamos ao que interessa: a primeira premissa do argumento cosmológico (tanto o de kalam como a outra versão apresentada no link do facebook) tanto quanto sabemos talvez se aplique dentro deste universo sob as condições deste universo. Nada é garantido no que diz respeito à origem de todo o universo (julgo que nos meu posts anteriores que podem encontrar no arquivo do blog eu já tinha elaborado uma outra versão desta objecção). Então, a premissa não é garantida, por isso a conclusão também não. E mais, o que o craig argumenta para apoiar a segunda premissa do argumento cosmológico de kalam é questionável quer em termos de coerência/consistência, quer em termos factuais.
Por hoje (e espero que para sempre) é tudo em relação ao Craig. E ao Mats.




domingo, 21 de junho de 2015

Ausência e outros projectos

Tenho estado ausente deste blog ultimamente, pois tenho estado mais focada noutro blog e na pesquisa que estou a desenvolver em psicopatas e anti-sociais ("sociopatas" na terminologia antiga do DSM). E, claro, nos últimos dias, no debate no facebook com o Francisco Tourinho sobre o papel de deus, do conceito de deus (cristão) e da igreja para ao começo, as fundações e o avanço da ciênciae também dos gregos e de outros (cristãos e não). No entanto, continuarei o blog, só que os posts serão "espaçados" no tempo.

O regresso: Como o cristianismo evangélico se relaciona com a falta de auto-estima?

Certo dia, ao ir a uma consulta no Hospital Particular do Algarve (Gambelas), deparei-me com o seguinte folheto de propaganda em cima de uma mesa do bar: «A decisão». Era nada mais nada menos que um folheto de propaganda cristão de uma associação interdenominacional de evangélicos. Para além da treta do costume de que nós somos pecadores que precisam de ser perdoados por Jesus, eles dizem: "Não procuramos mais a nossa própria honra, o sucesso, o ideal de sermos perfeitos ou o sentimento de inferioridade que orienta a nossa vida, antes podemos dizer como o apóstolo Paulo «Assim já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim. O seu amor enche o nosso coração.» Isto parece um apelo à defesa contra a falta de auto-estima e ao stress no que respeita às exigências que a vida nos faz e que fazemos a nós próprios. Porém, a associação em alguns (poucos) estudos entre o cristianismo evangélico e auto-estima não é significativa em jovens, mas é significativa em pessoas a partir dos 50 e mulheres e a relação é negativa. É de notar, entretanto, que estes estudos não são muito recentes, muitos deles sendo mesmo bem antigos. 
Pelo que eu leio, dá a ideia de que eles pregam que somos pecadores, que somos péssimos por nós próprios e que precisamos de perdão está a afectar a auto-estima das pessoas. E toda a promessa de redenção, serve como uma promessa de estratégia de "coping"... para um problema que eles ajudaram a criar. Isso está de acordo com a falta de uma relação sólida entre auto-estima e religião que se verifica em relação aos evangélicos (e até de um modo geral). No entanto, estas estratégias não parecem funcionar tão bem em mulheres, pois estas têm um papel menos importante na igreja em termos de hierarquia e em pessoas mais velhas. Isto talvez tenha a ver com sentimentos de culpa de coisas que se vão fazendo ao longo da vida que fazem perder a esperança de salvação/redenção/perdão desse tal deus. Viver com essa quase obsessão pelo "pecado humano" não é exactamente uma boa base para manter a auto-estima em casos desses. 

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Numa nota à parte, tenho a acrescentar uma chamada de atenção para o debate no facebook com o Francisco Tourinho sobre o papel de deus, do conceito de deus (cristão) e da igreja para ao começo, as fundações e o avanço da ciência.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Um criacionista foge ao debate e depois escreve sobre evolução de bactérias e drosofila.

Jephsimple (o criacionista) foge ao debate com um comunicado no seu próprio blog (ao qual nem me dá a oportunidade de responder no sítio): 

«Em um dos seus comentários ela disse que eu só não vou aprovar os comentários dela por que os comentários dela  contradizem meus argumentos e minha capacidade argumentativa é muito limitada.» - E o facto dele ter retirado comentários que apenas falavam do conteúdo dos posts, que já tinham sido aprovados reforça isso.  Bastava-lhe eliminar os que ele considerava ofensivos. 

«Não Maria, argumentos contrários aos meus, quando trazem consigo razoabilidade me motivam a aprender mais.» Todos (ou, mesmo da perspectiva dele, quase todos) os comentários que ele apagou eram assim. 

«Então esse tipo de tática eu simplesmente ignoro. Não acrescenta em nada em meu aprendizado sobre o design inteligente, sobre biologia, sobre evolução.» Quem tem acompanhado esta "discussão" (se é que assim lhe podemos chamar) sabe que eu fui um tanto agressiva no início do meu post no google+ (e deixei o link no blog dele), mas que, em termos do resto do conteúdo em geral teria contribuído e bem para a discussão. 

«Não fosse esse seu comentário arrogante, infantil, ideológico, adolescente, irracional, teus comentários seriam todos aprovados. como aprovei alguns.» Que depois apagou - e, repito, apenas tratavam do conteúdo do post.  

«Afinal, não tenho problemas com argumentos contrários ao meu.» sendo generosa, o máximo que posso dizer é que fica a dúvida se foi o que eu disse ao princípio, se foi a raivinha, ou outra emoção que não consegue controlar (muito adulto, revela muita maturidade, sim senhor!)

«Mas eu passei da idade da adolescência, e passei dos vinte um tempinho. » Quem lê (criticamente) os comentários dele no Darwinismo tenho quase a certeza de que não pensa assim. 

E, já que estou com a mão na massa, aqui fica a breve análise de mais uns tópicos (os mais recentes) desse blog (https://jephmeuspensamentos.wordpress.com/) 

8. https://jephmeuspensamentos.wordpress.com/2015/06/03/o-custo-da-complexidade-drosofila/ 

«Entretanto cientistas como McShea apontam outro caminho para o surgimento da complexidade: através da lei evolutiva força-zero, que seria a ausência ou diminuição da da seleção natural-é chamada evolução construtiva neutra. (4)
Como a complexidade surge, pode ajudar um organismo sobreviver melhor ou ter mais filhos. Se assim for, será favorecida pela seleção natural e se espalhará pela população. (4)
Mas ao olharmos a figura, qual se reproduzirá melhor? A “simples” drosófila ou a “complexa” drosófila?
Outros artigos demonstram a perda de aptidão da drosófila que apresenta aumento de aprendizagem. (5)
Inicialmente a drosófila parece demonstrar uma perda de aptidão ao adquirir resistência aos pesticidas. Em artigos iniciais isso foi demonstrado, mas hoje a drosófila resistente parece ter readquirido a aptidão inicial. Entretanto, para a maioria dos insetos há uma perda de aptidão. (6)
A conclusão é de que o aumento da complexidade da drosófila diminui a aptidão.» 

Acho que a chave para compreender isto está nesta expressão: «pode ajudar um organismo sobreviver melhor ou ter mais filhos.» (n. b. "pode"). Também pode melhorar umas coisas e piorar outras. Ou não. E tudo isso depende do ambiente em que se inserem. Faltou-lhe um bocadinho assim...

9. https://jephmeuspensamentos.wordpress.com/2015/06/03/o-custo-da-complexidade-2-bacterias/ 

«alisando a formação de polímero (biofilme) pelo Pseudomonas, notou-se que as bactérias que não produzem polímero se reproduzem mais rápido que as produtoras de polímero (Mirsky, 2009). As produtoras de polímero seriam “altruístas”. Numa competição direta as “altruístas” seriam eliminadas. O acréscimo funcional aqui seria considerado um aumento de complexidade.»

Frase a destacar: "Numa competição direta as “altruístas” seriam eliminadas." E...? Tal como eu disse, é o ambiente que determina o "valor"/ Custo das características. 

«O protocolo sugere que em seis meses no domicílio o ambiente se encarrega de eliminar a bactéria. A eliminação se deveria à competição com outros organismos e a atuação do sistema imunológico da pessoa.» Sim. Mas se, por exemplo, ocorresse uma alteração ambiental, como por exemplo haver um antibiótico que mate os outros microorganismos ou se estes enfraquecerem geneticamente face a outra qualquer alteração (sim, porque o valor é sempre relativo ao meio) e/ou o paciente se tornasse (por exemplo, por carência de vitaminas) deprimido, o resultado provavelmente seria diferente. Volto a dizer, depende do ambiente. 

Mais (sobre o tópico da ciência cognitiva e neurociência): https://plus.google.com/u/0/102977258703229746475/posts/Yn5nbU23PUA 


«Comentário: «A mudança voluntária de atenção de um sujeito provoca mudanças no estado de ativação cerebral detectável através de um sistema de neuro-imageamento.» Tudo bem, pois claro, de qualquer maneira alguma mudança tem que ocorrer na actividade cerebral aquando dessa ocorrência, mas não vejo como é que daqui segue, por exemplo, que “as mentes não podem estar totalmente instanciadas no cérebro, nem nas relações deste com o ambiente e nem em nenhum lugar de nosso mundo físico.”...» 

  

sábado, 23 de maio de 2015

lixo criacionista


Nos últimos tempos tanto to google+, como no facebook fui inundada de lixo criacionista. No primeiro caso, certo (troll?) criacionista começou a marcar com +1 posts a contrapor a argumentação criacionista (ao menos leu o que marcou??). E depois deixou comentários disparatados sem "sumo" nenhum a apoiar os criacionistas. Se isto não é de loucos...!

Já no facebook a coisa foi assim: 







Como pode ser difícil ler, aqui está o link: facebook 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Dinossauros - 3 vs. Mats - K.O. [confirmado]


"At least it's over"


Dinossauros - 3 vs. Mats - K.O. [parte III]

Os meus últimos comentários:

Mats: «Ninguém quis usar estas imagens como “prova conclusiva de que existiram dinossauros nesse tempo” mas sim como mais uma peça no meio de todas as outras que mostram que os evolucionistas estão errados quando dizem que os dinossauros não co-existiram com os seres humanos.» – Ai não? Então, ainda é pior do que pensava. É que o resto são mais imagens do mesmo género, lendas (lendas! tais como as do yeti e tantas outras), e falsificações (ou pelo menos equívocos) de pegadas de dinossauros junto com pegadas humanas… e o Mats ainda continua a aceitá-las como evidências decentes. Muito bem. E não, a interpretação de que não são dinossauros não é estranha nem descabida – como eu disse, as imagens são propícias a isso. Basta ver que a sua opinião, Mats, nada tem de unânime. É subjectivo. Elas não são claras. São dadas a várias interpretações, sendo uma delas a do javali. Uma coisa descabida, por exemplo, seria dizer que aquilo é um homem ou uma árvore, uma estrela do mar, ou algo assim.

Mats: «”Não tenho problema nenhum, desde que apresentadas evidências em que tenha sobrevivido uma linhagem de dinossauros (para além das aves, que são descendentes “directas”).” – Ou seja, tu queres-te colocar como juíza do que te é apresentado, e “avaliar” o que a tua filosofia de vida de impossibilita de aceitar» – Impossibilita de aceitar? Antes pelo contrário, acabei de explicar exactamente que é possível. A “interpretação” do Mats do que eu disse é que é perfeitamente descabida.

E eu que pensava que já se lhe tinham acabado os argumentos da treta... Bem, julgo que já se lhe acabou a reserva de vómito requentado (sim, porque estes argumentos não são novos). 
A propósito o "vómito" do Mats lembrou-me disto: 



Pitbull - Timber ft. Ke$ha PARODY!! Key of Awesome 


"At least is over... Oh, c'mon! How much puke do you have inside?!"

Dinossauros - 2 vs. Mats - 0 [parte II]

Eu disse que o animal que o Mats diz que é um dinossauro é um javali, mas aceito que haja outras pessoas que cheguem aqui e me digam o nome de outro animal qualquer, até porque, a meu ver, uma criança faria melhor e isto é tudo um bocado subjectivo. O verdadeiro problema está em querer usar isto como prova conclusiva de que existiram dinossauros nesse tempo. Isto não é para dizer que retiro o que disse, antes pelo contrário, a minha interpretação não é descabida ou estranha, uma vez que o desenho é propício à mesma.  

E não, não é por “acreditar” na TE que eu acho isso. Não tenho problema nenhum, desde que apresentadas boas evidências, em que tenha sobrevivido uma linhagem de dinossauros (para além das aves, que são descendentes “directas”).

Adenda

Adenda: Quanto a ser objectiva ou subjectiva, parece-me que toda a comunidade científica vê as semelhanças, no entanto a minúscula minoria que são os criacionistas tentam é encontrar racionalizações (um tanto absurdas) para estas.

Dinossauros - 1 vs Mats - 0



Depois distodisto


«São mais objectivas que as “semelhanças” entre o ser humano e as bactérias, ou entre répteis e aves. Mas tudo bem.» - Oh Mats, a misturar alhos com bugalhos? As semelhanças com bactérias são genéticas e a um nível superficial em termos celulares e aves não são répteis, apenas são aparentados, mas existem mais semelhanças do que parece à 1ª vista, ao contrário desses desenhos e dos dinossauros. O primeiro tem orelhas e não cornos, ao contrário do espécime a que o compararam, parecendo-se com um estranho cruzamento entre mamífero e réptil. O segundo como diz a Ana Silva, bem que podia ser um javali. O 3º, bom… sem comentários, e o quarto tem as patas da frente muito mais compridas que as detrás (julgo que ser-lhe-ia difícil mexer-se e aguentar-se nas 4 ou mesmo nas duas patas com essa rica fisionomia) e normalmente nos dinossauros isso seria ao contrário - note-se que são muito, mas muito mais curtas (e mesmo muito curtas) as traseiras em comparação com as dianteiras. Quanto aos últimos, a fisionomia na primeira imagem é estranhíssima e ainda mais é a daquele que é meio réptil meio pato. 

Nota: o braquiossauro tem as pernas da frente mais curtas, mas isto não é um braquiossauro, e não tenho a certeza se eram tão mais curtas assim. 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Contra o criacionismo e a ignorância

Aqui há uns tempos atrás escrevi um post sobre as parvoíces do Mats, ou por outra, as parvoíces que o Mats acriticamente e sem grande perícia traduz. O criacionista "Anderson" comentou no "Darwinismo" em resposta ao post onde comentei (sobre o mesmo assunto abordado no meu próprio texto):

«Maria Teodósio, tu realmente acredita no que está no link? Artigo cheio de especulações, tal como normalmente vemos de vocês naturalistas. Dá até para achar que você participou da edição do artigo, visto que é muito similar com o que você fala. E ainda vem nos dizer “Informem-se deixem-se de aceitar acríticamente tudo o que os criacionistas mais conhecidos e estrangeiros dizem.“, e pergunto, já parou tu mesma a fazer isso com os evolucionistas? Tem uma citação no artigo assim:
“Also, Behe and the ID’ers do not acknowledge what Darwin himself figured out – that of coaptation. Structures may develop for one purpose and then be coopted for another. For example, the bacterial flagellum likely evolved from a simpler structure that was not a motor but was used to inject proteins into prey.“.
Aí você acredita nisso sem questionar? Ok, se o flagelo bacteriano era, supostamente, para injetar proteínas na sua presa, como ela se movia até a presa para usar o tal flagelo para este propósito? Por que foi necessária essa mudança evolutiva para um flagelo que é usado para mover-se? Não é mais necessário injetar proteínas nas suas presas, por que? Onde estão as evidências que suportem essa teoria? Ele fala como se isso fosse algo comprovado pela ciência mas, no entanto, é falácia para enganar aqueles que querem uma alternativa a Deus.
Pois o que mais me faz curioso a seu respeito é: Por que se importa em “converter” os criacionistas a sua causa? No que isso vai te ajudar? Antes que retorne a pergunta, nós criacionistas sentimos esse desejo por que te amamos como Deus os ama. É desejo d’Ele, que está em nós, indicar o caminho a vós outros para a sua salvação e alegria do Criador. O que me deixa perplexo é porque um ateu guerreia contra a fé em Deus se isso, no final, vai, segundo a própria crença, terminar do mesmo modo – uma poeira sem sentido que existiu no tempo de bilhões de anos. Como pode ter sentido no existir sem uma Causa? Pense nisso Maria Teodósio, e não se deixe enganar!»

Só agora é que vi (e comentei) este chorrilho de disparates: primeiro eu já li mais sobre o assunto do que está no link, e tive aulas a nível universitário que me deram bases para perceber o que leio. Agora, eu não vou fazer o trabalho por nenhum criacionista idiota e ignorante. Se não imagina como pode ter sido, ele que pesquise. Não sou professora, educadora de infância, nem explicadora para fazer o trabalhinho de casa por sua excelência. E não, não sou nenhuma ignorantezinha que se deixa enganar pelos “malvados” evolucionistas. Eu tenho formação académica o suficiente para analisar o que leio sobre o assunto. Não, não me deixo enganar. Por isso mesmo não sou criacionista. Quanto à crença na existência de um Deus, não é propriamente contra isso que eu “guerreio”. É contra a ignorância, a estupidez e o criacionismo seja ele de que religião for. Se quiserem acreditar que existem unicórnios invisíveis ou que de outro modo se escondem das sondas em Marte, tudo bem. Querem ter crenças que não provam, ou não podem provar, problema deles. Mas detesto este tipo de ignorância e estupidez e criacionismo com tudo o que este acarreta vulgarmente - desonestidade intelectual, recusa em aprender, por vezes paternalismo, etc.

"Boas" notícias

Hoje tive uma boa notícia, mas não estou lá muito satisfeita. A boa notícia: tive 17,23 a estatística. Sim, é verdade que já tinha tido estatística (acabei com 16 ;) ), mas não tive nada de SPSS e, mesmo na parte teórica faltava bastante (ex.: toda a parte das classes e não fazia nada à mão). Bem, outros ficariam orgulhosos, satisfeitos, mas eu , enquanto que não trocaria com uma pessoa que tivesse tido negativa, preferia ter tido, por exemplo, um 14 ou um 15 e continuar a ser eu. Estudei um pouco mais que o habitual (que, convenhamos é pouco), e ainda assim, estava ansiosa, pouco confiante, e mesmo depois do teste, a confiança em mim mesma não era muita. E, só estudei mais porque estava nervosa. Quem sabe da história das hormonas já deve estar a adivinhar de onde surgiu isso, e bem. É que a pílula também dá ansiedade. Eu nunca fui esse tipo de pessoa, de estudar e, mesmo assim, não ter confiança e ficar ansiosa. Bolas, eu nem quando não estudava nem metade da matéria ficava ansiosa! Odeio isto. E receber esta nota fez-me lembrar disto tudo. Eu costumava até desprezar esse tipo de pessoas. Desprezar, mesmo. É terrível transformar-me naquilo que desprezo.

sábado, 2 de maio de 2015

A ciência e o porquê das coisas

É verdade que a ciência lida com a forma com as coisas surgem e por vezes até com o propósito das coisas, o porquê das coisas. Um exemplo de uma ciência que lida com a forma como as coisas surgem é a biologia, outro é a química por exemplo, no âmbito da química pré-biótica e outro é a física. Um exemplo que lida com ambos, o “como” e o “porquê” é a arqueologia, que estuda para que foram concebidas, por exemplo, peças de cerâmica encontradas em escavações, qual o seu significado para certa cultura, e por vezes até em que classe social se inseriam os seus donos.
Até agora não há problema nenhum. As pessoas religiosas menos literalistas em relação á Bíblia (muitos católicos, muitos anglicanos e até alguns evangélicos americanos e brasileiros) costumam dizer que ciências como a química e a biologia não lidam com a questão do “porquê”. Até aqui também não há problema (está de acordo com o que eu disse em cima). O problema aparece quando essas pessoas dizem que é a religião que lida com o “porquê”, o propósito da existência e remete esse propósito para os planos do seu deus particular ao criar o universo. Isso é um disparate. A biologia, a química e a física não lidam com a questão do propósito porque não existe propósito. Até agora não há nada que nos leve a crer em tal coisa.
Ao contrário dos biólogos, físicos e químicos, os arqueólogos lidam com o “como” e o “porquê” porque além de terem que ter a noção de como algo foi construído/concebido têm que saber também o seu propósito. Estes comparam os seus achados com outras coisas que se sabe terem sido feitas por humanos, consultam manuscritos antigos, procuram ossos ou sepulturas, entre outras coisas, tudo isto para determinar que os utensílios foram feitos por humanos e qual o seu propósito e significado. Nos três primeiros casos, os cientistas não se preocupam com o propósito de um olho ou de uma ATPSintase, ou das estrelas, ou dos nucleótidos do DNA, porque não é preciso: já foi encontrada uma explicação para essas coisas que não envolve nenhum projecto inteligente com um propósito e, como já foi referido anteriormente, não há nada que faça a crer que haja alguém inteligente envolvido no processo (por exemplo, um deus ou uma entidade biológica extra-terrestre) que tivesse um propósito para a vida, incluindo o ser humano - e esse sim, faz as coisas com propósito. 

Nota: Este também já não é de agora, mas achei que não estava mau de todo e republiquei-o com umas pequenas alterações.