sábado, 14 de fevereiro de 2015

Moscas não parem rãs, parem... bem, moscas


Para quem espera pela descoberta do famigerado crocopato e quem não fica satisfeito enquanto uma mosca não parir uma rã  - e, já agora, também para quem acha que evolução tem que ser do mais complexo para o menos complexo:








sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Reabilitação de criminosos psicopatas através de "pacemaker" cerebral

http://www.neulaw.org/blog/1034-class-blog/3972-deep-brain-stimulation-in-rehabilitating-criminal-psychopaths - "Deep Brain Stimulation in Rehabilitating Criminal Psychopaths" 

Parece-me boa ideia. não nos livramos de todos os tipos de criminalidade/criminosos de uma vez, mas já seria um começo...
A peça envia impulsos eléctricos para onde são necessário e já está a ser utilizada em pacientes esquizofrénicos e deprimidos. 
O cérebro de um psicopata têm várias anomalias estruturais (ex.: menor espessura) e em termos de actividade. Curar um psicopata adulto é impossível pelos métodos convencionais (embora estes possam ter uma certa utilidade para o tornarem um pouco mais civilizado). É uma questão de desenvolvimento cerebral que não é possível colmatar num adulto, em que a plasticidade cerebral encontra-se já bastante reduzida. Talvez seja esta a solução. Ou não. 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Não é preciso estudar muito

A entrada de hoje vai ser dedicada aos estudantes (incluindo de mestrado e doutoramento) que não gostam de estudar e são preguiçosos como eu. 
Pois é... costuma-se dizer que a preguiça é inimiga do sucesso, que inteligência e boa memória não chegam para ir em frente na vida, etc, etc. Não é bem assim. É claro, que para se safarem estudando pouco não podem ter problemas sérios de memória, e têm que ter, pelo menos uma inteligência normal - não podem ter dificuldades de aprendizagem. Se tiverem, tirem daí as ideias (aliás, se tiverem dificuldades de aprendizagem por alguma destas razões, duvido que cheguem à faculdade, ou, pelo menos, que passem do primeiro ano). Mesmo estudando pouco, devem ir às aulas e tomarem alguma atenção (não é preciso estar atento todo o tempo - nem eu sou capaz). Já ajuda. Não vale a pena terem uma rotina de estudo. Basta estudar de véspera e não é preciso estudar tudo, nem de perto (nem mesmo na faculdade). É claro que, tendo por base que não há dificuldades de aprendizagem, quanto melhores as vossas capacidades, mais hipóteses têm de se safarem e até com boas notas dependendo das capacidades de cada um e também da atenção que conseguem manter. Mas, visto que estudaram muito pouco, têm que tomar certas decisões controversas no teste - por exemplo, na escolha múltipla, entre manterem a mesma posição ao longo das respostas, ou, se for matéria que passaram à frente, responderem a duas perguntas diferentes sobre a mesma matéria de maneira contraditória. Normalmente uma delas está bem (100% de probabilidade de acertarem numa delas), e se mantiverem a mesma posição arriscam mais. Normalmente convém ter pelo menos um palpite, pois, embora raro, os professores podem ser mauzinhos e porem coisas que são contraditórias, mas nenhuma tem a ver com, por exemplo, a teoria que querem que descrevam. Outra técnica é a exclusão de partes, em vigor desde tempos imemoriais. Vejam também as perguntas de desenvolvimento com atenção e se há perguntas da mesma matéria na escolha múltipla com opções bastante semelhantes entre si. Sempre terão pontos mesmo que não acertem completamente, e ao ver as coisas escritas é mais fácil lembrarmos-nos. Para resolverem problemas (ex.: Métodos e Técnicas de Investigação), vocês precisam de entender a matéria nas aulas. Se não conseguirem estar atentos o tempo todo, ao menos vão "ligando o radar" de vez em quando e "pescando" coisas que parecem importantes" - que é o que eu tenho que fazer bastantes vezes devido à minha preguiça que só tende a piorar. E mais uma vez, não precisam de estudar muito. Façam as coisas com inteligência, conhecendo-se a vós próprios. Comigo tem resultado. Acabei o secundário com média próxima dos 16 (16/20) (aí cheguei mesmo a não estudar), até agora tenho tido sempre a média próxima dos 14 (14/20) na universidade e nunca reprovei um ano (já desisti de cursos, mas nunca reprovei à parte disso). Vão ver que resulta. Mas também depende das capacidades de cada um e da maneira como gerem a vossa vida - tenho como exemplo a minha professora de filosofia e psicologia que estudava bastante e acabou o curso com 12 valores (e não me pareceu que tivesse dificuldades de aprendizagem).  

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Continuo ateia

Os cristãos deram o seu melhor quando lhes foram pedidas evidências: Evidence for the existence of god(s) - sandwalk.blogspot.com

Science's a bitch




Ciência: o espinho cravado no pé de todo o crente.

Serotonina & Dopamina...

... os melhores amigos do Homem. 



O cérebro, com todas as suas reacções químicas produz a mente, incluindo todas as emoções humanas - amor, felicidade, tristeza... Quando os valores de serotonina baixam muito ficamos deprimidos. Não tem nada a ver com almas, é apenas química. Por essas e por outras, não existe hoje em dia psicólogo que não tenha que saber as bases biológicas da mente, como se vê pelos programas das universidades. 


[Eu tive uma conversa com o Francisco Tourinho anteontem sobre o dualismo vs materialismo/naturalismo. Uma análise das evidências ainda que superficial (como podemos perder até a capacidade de imaginar uma cor, como partes específicas do cérebro têm funções específicas que ficam afectadas, o que levanta várias questões que ficaram sem resposta, como nada no nosso cérebro é fundamentalmente diferente do funcionamento dos nossos outros órgãos e já agora dos órgãos dos restantes mamíferos) mais uns pozinhos de parcimónia à mistura e o dualismo não tem pernas para andar: https://www.facebook.com/maria.teodosio.10/posts/439299822894722?pnref=story]


domingo, 8 de fevereiro de 2015

Evolucionismo Teísta (mais propriamente, os disparates dos evolucionistas teístas)


O conhecido paleobiólogo Simon Conway Morris, que na verdade é mais um doidinho a dizer que a evolução (convergente, neste caso) prova que deus existe, publicou um livro sobre o assunto há uns tempos e agora voltou a publicar outro em que volta a insistir nos mesmos disparates, apesar das críticas que recebeu de outros biólogos, incluindo o professor Jerry A. Coyne da Universidade de Washington. Céus! O cristianismo desta gente é resistente a tudo. Segundo ele (Morris), a evolução convergente prova a existência de deus porque a evolução humana (ou pelo menos de algo parecido com humanos é inevitável).
Bem, evidentemente, que não, não prova. E a evolução humana não é inevitável coisa nenhuma - resumindo, a ocupação de nichos não é inevitável e é preciso ter em conta que não tínhamos análogos em mais lado nenhum, excepto África. 
Um excerto da Crítica do professor Coyne sobre os verdadeiros motivos do Simon Conway Morris para escrever e publicar tal disparate: 

«Miller and Giberson are forced to this view for a simple reason. If we cannot prove that humanoid evolution was inevitable, then the reconciliation of evolution and Christianity collapses. For if we really were the special object of God’s creation, our evolution could not have been left to chance. (It may not be irrelevant that although the Catholic Church accepts most of Darwinism, it makes an official exception for the evolution of Homo sapiens, whose soul is said to have been created by God and inserted at some point into the human lineage.)»

E aí têm. É mesmo porque é isso que as evidências lhe "dizem"? Não, claro que não. Com os cristãos nunca é.
Bem, pelo menos não é criacionista. Menos mal. Era só o que faltava.