quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Ciência e religião: o que dizem as estatísticas (parte II)


Estudos mostram que entre 80 e 83% da população dos estados unidos em geral acreditava num deus pessoal (que faz milagres/atende orações) e que 57% eram a favor do dia nacional da oração em 2010.
Em contraste com a grande percentagem de crentes zombies no geral da população, apenas 40% dos cientistas acredita num deus pessoal. Isso significa que uma maioria de 60% dos cientistas não acredita num deus pessoal, ou seja, são ateus na prática. É uma grande discrepância e posso apontar uma razão para essa discrepância: os cientistas são os que mais contactam com a investigação em torno da origem e evolução da vida e da origem do universo/multiverso em que vivemos e desenvolvem muito mais o seu espírito crítico, o que é muito importante quando se trata de contestar a religião que predomina na sociedade em que se vive.  
As estatísticas voltam a mostrar-nos que nos meios mais esclarecidos em termos científicos, as pessoas tendem a descrer num deus pessoal. E isso é bom.

Referências:

- E.J. Larson and L. Witham, «Scientists are still keeping the faith», Nature 386 (3 April 1997), 435-436. (sobre este artigo: http://www.mat.univie.ac.at/~neum/sciandf/contrib/clari.txt)

- «Most Americans Believe in Higher Power, Poll Finds», Jacqueline L. Salmon, Washington Post, Tuesday, June 24, 2008; Page A02 (disponível aqui: http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/story/2008/06/23/ST2008062300818.html)


- «Poll: 83% say God answers prayers, 57% favor National Prayer Day». Cathy Lynn Grossman, USA TODAY, 5/4/2010 (disponível aqui: http://usatoday30.usatoday.com/news/religion/2010-05-05-prayer05_ST_N.htm)

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Antony Flew: do ateísmo ao deísmo (e não ao cristianismo)

Os cristãos em geral adoram mencionar Antony Flew como um “ateu famoso que agora acredita em deus” (agora, como quem diz entre 2004 e 2010, ano em que morreu com 87 anos). Esquecem-se normalmente de mencionar é que este filósofo não acreditava no deus do cristianismo ou de qualquer outra religião.
Antony flew era deísta. O deus em que ele acreditava não era o deus dos cristãos (nem sequer de qualquer outra religião).
Flew acreditava num deus que iniciou o universo e de algum modo programou o começo da vida na Terra (embora reconhecendo mais tarde que houve progresso na investigação sobre a origem natural da vida). Estas afirmações de Flew são também bastante conhecidas: "I'm quite happy to believe in an inoffensive inactive god.", "I'm thinking of a God very different from the God of the Christian and far and away from the God of Islam, because both are depicted as omnipotent Oriental despots, cosmic Saddam Husseins". Quando disse isto, Flew já não era ateu e já tinha escrito o livro onde se retratou e se afirmou como deísta (*). No mesmo período rejeitava as ideias de uma vida após a morte, de deus como a fonte do bem (ele afirmava explicitamente que deus criou "montes de" maldade), e da ressurreição de Jesus como fato histórico, embora tenha permitido um capítulo curto com argumentação a favor da ressurreição de Cristo no seu último livro.
Um deus que apenas criou o universo e deixou-se ficar quieto o resto do tempo nada tem a ver com o deus da Bíblia (ou de qualquer outro "livro sagrado" do tipo. É de notar ainda que um deísta como Antony Flew na prática é um ateu, pois não reza, não frequenta a igreja, não acredita na ressurreição nem na revelação de deus ao ser humano.
Outro caso semelhante é o de Peter Hitchens que, apesar de considerar o cristianismo importante em termos morais é agnóstico, embora mais disposto a acreditar em deus do que a não acreditar, mas continua a ser uma referência quando se trata de "ateus convertidos", embora não seja claramente um teísta convicto. Tenho a certeza de que há melhores exemplos. Talvez seja só porque é irmão do Christopher Hitchens e isso faz a história mais interessante. 

*Nota: o Título do livro em Inglês é “ There is a God” e está disponível uma tradução aqui: http://www.scribd.com/embeds/8741262/content?start_page=1

Referências:


- «My Pilgrimage from Atheism to Theism: an Exclusive Interview with Former British Atheist Professor Antony Flew Gary R. Habermas, Philosophia Christi Vol. 6, No. 2 (Winter 2004).» (disponível aqui: http://www.deism.com/antony_flew_Deism_interview.pdf) [no título a posição de Flew está mal representada – ele não era teísta]


- «How I found God and peace with my atheist brother: PETER HITCHENS traces his journey back to Christianity», 16 December 2011 
(disponível aqui: http://www.dailymail.co.uk/news/article-1255983/How-I-God-peace-atheist-brother-PETER-HITCHENS-traces-journey-Christianity.html)

Actualização: mais referências:

- No longer atheist, Flew stands by "Presumption of Atheism" DUNCAN CRARY - Humanist Network News, Dec. 22, 2004 (disponível aqui: http://www.americanhumanist.org/hnn/archives/?id=172&article=0) 

- Atheist Philosopher, 81, Now Believes in God, Richard N. Ostling. Associated Press, 10 December 2004. (disponível aqui: http://www.mail-archive.com/media-dakwah@yahoogroups.com/msg01064.html)

O legado de Ernst Haeckel

No texto que anteriormente abordou a questão dos embriões de Haeckel, eu referi que Haeckel se enganou e corrigiu o seu erro, não tendo cometido nenhuma fraude. Haeckel podia estar errado relativamente à hipótese da recapitulação, mas a verdade é que as semelhanças entre, por exemplo, os embriões dos vertebrados (existe um estádio filotípico conservado) apoiam a hipótese da sua ancestralidade comum, bem como as semelhanças entre os embriões em vários estádios de desenvolvimento e as formas ancestrais da espécie em questão (por exemplo, nos cavalos dedos extra estão presentes á semelhança dos seus antepassados), mas não existe uma recapitulação completa, apenas em algumas estruturas em particular, pelo que embora a expressão “ontogeny recapitulates phylogeny” na generalidade esteja errada, Haeckel acertou em parte.
Tanto Haeckel como Darwin propuseram uma origem química da vida e de facto é nessa direcção que os estudos da origem da vida têm sido desenvolvidos. Haeckel é também o responsável pela teoria colonial sobre a origem da multicelularidade – a qual ainda hoje é aceite como uma boa explicação, por um sistema de classificação que tem em conta as relações evolutivas entre os seres vivos e por conceitos como ecologia,  filo, filogenia e reino protista.
Ernst Haeckel escreveu o livro "Os Enigmas do Universo", no qual ele apresenta as suas opiniões científicas sobre o sistema de classificação e a sua hipótese sobre a origem da vida. Para além disto, expõe nessa obra a guerra entre a religião e a ciência, durante a qual o cristianismo se opôs ao avanço da ciência, facto que a maioria dos defensores dessa religião nega a pés juntos. Nesta obra, como disse o Corvo num comentário ao texto “As não-fraudes da evolução (Adenda)”, Haeckel «expõe de forma brilhante e clara a marcha triunfal do materialismo das ciências naturais». No começo do capítulo “Knowledge and Belief”, página 251 do livro (*) lê-se o seguinte: «A verdadeira revelação […] deve ser procurada apenas na natureza. A rica herança da verdade é derivada exclusivamente das experiências adquiridas no estudo da natureza e das conclusões racionais que foram alcançadas pela associação correcta das observações empíricas. Todo o Homem inteligente […] encontra esta verdadeira revelação na natureza através do seu estudo imparcial e assim liberta-se da superstição com a qual as “revelações” da religião o sobrecarregaram»  

Agradecimentos:



Perguntas sobre evolução

À medida que vou tendo conversas na internet, vão-me sendo feitas perguntas a respeito dos tópicos de genética e evolução, entre outros. As últimas que me fizeram foram estas*:

1.) P. «Se os seres humanos e os chimpanzés fossem realmente diferentes em apenas 1% a nível genético, porque razão isso havia de demonstrar uma ascendência comum? Poderíamos razoavelmente perguntar ao evolucionista porque razão uma diferença de 1% é considerada evidência poderosa para a evolução darwinista, e a que ponto é que a comparação deixaria de apoiar a evolução darwinista? Que tal uma diferença de 2%? 3%? 5%? 10%? Existe aqui alguma métrica objetiva de falseabilidade (sic)?» 
R. Isto não foi uma pergunta foi um batalhão delas. A semelhança genética é um bom indicador de parentesco e tal como era de esperar numa perspectiva evolutiva, a semelhança entre estas duas espécies em geral é maior do que entre o humano e a baleia, por exemplo, apresentamndo grande percentagem de homologia relativamente ao genoma. Acho que isto responde às perguntas, pois descreve (ainda que de modo simplista) o modo como se pensa na biologia evolutiva.

2.) P. «É totalmente natural e lógico que se todas as coisas foram criadas por um Design (sic), elas terão semelhanças e terão os mesmos padrões, qual o problema com isso?»  
R. A esta pergunta eu respondi com outra pergunta, que nunca foi respondida: “Está a insinuar que o seu designer misterioso imita processos naturais e padrões de semelhanças e diferenças resultantes da evolução?”. Agora, sobre hipóteses como essa, ou seja não testáveis, os leitores deste blog (e do anterior) já sabem o que acontece. O lugar do lixo é no lixo.  

O criacionista que me perguntou isto foi o autor da grande confusão sobre o genoma humano que eu penso que consegui desfazer - nada mais, nada menos do que o Francisco Tourinho que agora diz que não nega a evolução mas que acha que estruturas/sistemas irredutivelmente complexos foram obra do seu deus. Santa ignorância.  



domingo, 27 de outubro de 2013

As não-fraudes da evolução (Adenda)

Este texto é uma adenda ao texto que escrevi há umas semanas sobre várias acusações de fraude feitas pelos fundamentalistas religiosos relativos a evidências relativas á história evolutiva de várias espécies incluindo a espécie humana. O texto pode ser encontrado aqui: http://allthatmattersmaddy32b.blogspot.com/2013/10/as-nao-fraudes-da-evolucao.html

Relativamente ao primeiro tópico, os desenhos de Haeckel, eu escrevi o seguinte:

«Haeckel exagerou na representação de algumas das semelhanças presentes em vários embriões que foram comparados por ele num dos seus livros. Mas as semelhanças estavam lá, apenas foram um pouco retocadas nos desenhos do Haeckel. E não em todos nem sequer na maioria. Isso não é fraude. Se eu fizer um desenho daquilo que observo, por exemplo, ao microscópio nunca vais ser igualzinho ao que lá está. Nem se pode dizer que tenha sido feito de propósito para convencer os seus pares de que estes eram parecidos do que na realidade eram, pois os seus outros desenhos que não estavam exagerados já tinham sido vistos pelos seus pares e não seria provável que conseguisse enganar alguém dessa maneira. Mais uma vez, não é uma fraude, é apenas uma representação pouco precisa da realidade que teve muito pouco impacto no consenso científico.» Agora quero fazer uma actualização: para fazer o desenho dos embriões de várias espécies distintas no qual este retocou e exagerou nas semelhanças (que de facto eram muitas) no início do desenvolvimento, Haeckel usou a mesma xilogravura 3 vezes para representar 3 embriões diferentes - o do cão, o da tartaruga e o da galinha. É daí que provém o exagero nas semelhanças entre os embriões. Isto foi claramente um erro e não uma fraude. Quando foi chamado á atenção, Haeckel corrigiu o desenho imediatamente, o que apoia ainda mais a ideia de que Haeckel não cometeu nenhuma fraude. E não vale de nada espancar-lhe os ossos.


Ref.:


Richards, R. J. 2009. Haeckel’s embryos: Fraud not proven. Biology and Philosophy 24:147-154. (http://philpapers.org/rec/RICHEF) (Via “Why evolution is true”) 

domingo, 20 de outubro de 2013

Quando os criacionistas fazem previsões… ganha a evolução

Bem-vindos ao planeta da IDiotice:

Quando os criacionistas fazem previsões saem asneiras como estas:

  1. Serão encontradas estruturas que contêm muitas partes com padrões intrincados que possuem uma função específica (ex. CSI). – Apesar dos criacionistas afirmarem o contrário desde o início, os cientistas sabem que tudo isso é compatível com a evolução (e já agora é muito bem explicado pelos modelos evolutivos que têm sido propostos), pelo que não se podem diferenciar só por aí as duas hipóteses – só com uma análise das estruturas é que se pode ficar a saber alguma coisa sobre a sua origem e isso foi feito e deu bons resultados para o lado da evolução, uma vez que essa análise das estruturas que têm sido propostas demonstra que estas evoluíram através de uma série de mutações descritas pelos cientistas para cada caso estudado, com uma série de etapas identificadas que conferiam vantagem selectiva – tudo por processos naturais. (Alguns casos podem ser encontrados no meu velho blog: http://allthatmattersmaddy32.blogspot.pt/.)      

  1.  A convergência seria rotina. Genes e outras partes funcionais serão reutilizados em organismos diferentes e não-relacionados.– A convergência é compatível com a evolução – não dá para distinguir da evolução convergente. Além disso a convergência molecular não é muito frequente (não é rotina).

É triste. Continuando:

  1. Formas de vida com nova informação [novas estruturas] vão aparecer no registo fóssil repentinamente e sem precursores semelhantes. – Esta pelo menos pode ser testada: novas formas de vida foram evoluindo gradualmente e com várias formas intermediárias, como nos mostra o registo fóssil (a radiação do câmbrico é um exemplo e a evolução das aves é outro).

  1. Aquilo a que se chama “DNA lixo” desempenha afinal funções importantes. - O DNA lixo continua a ser lixo e traduz-se numa maioria do genoma humano e de outros genomas.


 Ref.:


- Evoluton News & Views - «A Response to Questions from a Biology Teacher: How Do We Test Intelligent Design?», Casey Luskin (via Sandwalk)

1% de diferença e confusão sobre o genoma humano (parte II)

Desde que o projecto genoma humano foi concluído e o genoma do chimpanzé sequenciado, os cientistas têm apontado que o genoma humano e o do chimpanzé são muito semelhantes (inicialmente pensava-se que era de 99 a 98%), de um modo geral mais semelhantes do que o genoma humano é ao de outros primatas.
Um artigo de 2005 aponta para que ao todo os genomas fossem 96% de semelhança, com 99% de semelhança de aminoácidos (1).
Um artigo recente mostra, de acordo com o site da Universidade de Pompeu Fabra (Barcelona), que as diferenças entre o genoma humano e o do chimpanzé podem ser até dez vezes mais do que se julgava (2). No artigo citado isso não está escrito em lado nenhum (3). Mas mesmo que isso seja verdade não me parece que a diferença seja assim tanta - no mínimo a semelhança seria de 87%, que continua a ser muito (em nada parecido com o valor de 70 a 75% que os criacionistas têm apregoado) e isso não incomoda nenhum cientista “evolucionista”, porque não põe em causa que partilhamos um ancestral comum com os chimpanzés, antes pelo contrário. Além disso, basta fazer um pouco de pesquisa para descobrir que o valor da percentagem (no limite superior) que actualmente é referido na literatura científica é o tal de 96% que eu mencionei no segundo parágrafo (4). *
A ideia de escrever sobre este assunto proveio de uma conversa (se é que se pode chamar assim) com um criacionista que citou uma série de artigos dos quais não percebeu (ou não quis perceber nada) – o Francisco “Dá À Sola” Tourinho que voltou á carga com a questão as semelhanças e diferenças entre humanos e chimpanzés. Entre outras amostras de estupidez, como afirmar que o genoma do rato é 90% semelhante ao do humano, enquanto que o artigo que citou (5) nada revelava sobre a semelhança sequencial geral entre os dois genomas, o dito criacionista afirmou que a semelhança genómica entre humanos e chimpanzés era de 70 a 75% com base em algo que um criacionista inventou e escreveu para propaganda religiosa (Wells J. The Myth of Junk DNA. Seattle, WA: Discovery Institute Press; 2011.) e que outro criacionista repetiu num artigo nada imparcial que recebeu críticas negativas de vários cientistas, apontando que essa afirmação não está de acordo com os dados (6). Esta “conversa” foi mais “eu a dar uma aula de genética ao criacionista”. (7)

Actualização:


Para terminar: mesmo que a semelhança seja de 76, 75 ou 73%, significa que somos relacionados: semelhança genética normalmente implica relação de parentesco (ainda que possam ocorrer raros casos de evolução convergente ou semelhança aleatória, mas nunca tão extensos). Apenas divergimos mais do que se pensava. E é preciso não esquecer os retrovírus endógenos que partilhamos. Mas se por exemplo, um rato fosse mais parecido geneticamente com um humano do que com um chimpanzé (no total) aí já teríamos um problema – só que não temos. Além disso, o registo fóssil continua a apoiar a ancestralidade comum entre humanos e chimpanzés e nem o Michael Behe nega isso.


* Nota: Este artigo foi mencionado pelo criacionista e este nem sequer notou (ou não quis notar)

Referências:

1. Comparing the human and chimpanzee genomes: Searching for needles in a haystack, Ajit Varki and Tasha K. Altheide, Genome Res. 2005 15: 1746-1758 ( disponível aqui: http://genome.cshlp.org/content/15/12/1746.full.pdf+html)

2. The differences between the genomes of humans and chimpanzees are bigger than previously thought, 19/02/2009. (disponível aqui: http://www.upf.edu/enoticies/en/0809/0209.html)

3. Tomàs Marquès-Bonet; Jeffrey M. Kidd; Mario Ventura; Tina A. Graves; Ze Cheng; LaDeana W. Hillier; Zhaoshi Jiang; Carl Baker; Ray Malfavon-Borja; Lucinda A. Fulton; Can Alkan; Gozde Aksay; Santhosh Girirajan; Priscillia Siswara; Lin Chen; Maria Francesca Cardone; Arcadi Navarro; Elaine R. Mardis; Richard K. Wilson; Evan E. Eichler. "A burst of segmental duplications in the genome of the African great ape ancestor", Nature (12 February 2009). (disponível aqui: http://sansan.phy.ncu.edu.tw/~hclee/SB_course/1003/jour/readinglist/A%20burst%20of%20segmental%20duplications%20in%20the%20genome.pdf)

4. Human brain evolution: From gene discovery to phenotype discovery, Todd M. Preuss, 20, 2012, doi:10.1073/pnas.1201894109 PNAS June 26, 2012 vol. 109 no. Supplement 1 10709-10716 (disponível aqui: http://www.pnas.org/content/109/Supplement_1/10709.full.pdf+html)

5. Initial sequencing and comparative analysis of the mouse genome, Mouse Genome Sequencing Consortium, Nature. 2002 Dec 5;420(6915):520-62. (disponível: http://medgen.unige.ch/Chromosome%2021%20Atlas/mouse_genome_nature.pdf)

6. Dissecting Darwinism, Joseph A. Kuhn, Proc (Bayl Univ Med Cent). 2012 January; 25(1): 41–47. (disponível aqui: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3246854/#B26)



7. "99% de Semelhança? O que os estudos mais recentes dizem sobre o assunto." (caixa de comentários) (disponível aqui: http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6103548286498383937&postID=5529209185578618928