sábado, 12 de outubro de 2013

Predação selectiva das borboletas Biston betularia escuras

Lembro-me de me ter sido apresentado no secundário como exemplo da acção da selecção natural o caso das borboletas escuras que suplantaram as claras e depois o oposto, devido á predação por pássaros e á camuflagem que uma cor ou outra lhes conferia (quem não se lembra?). Encontrei um artigo bastante interessante sobre o assunto, com o título «Selective bird predation on the peppered moth: the last experiment of Michael Majerus». A variação de cores nas borboletas Biston betularia tem sido aceite estar sob forte selecção natural. Pensa-se que as escuras eram mais aptas do que as claras por causa da baixa predação nos locais de descanso durante o dia, isto é, nas cascas dos troncos das árvores cheias de fuligem. Estas tornaram-se comuns durante a revolução industrial, mas desde 1970 houve uma reversão rápida, assumindo-se ter sido causada por predadores que caçavam as escura que descansavam na casca com menos fuligem de hoje em dia.
De acordo com os autores do artigo, experiências e observações foram devidamente realizadas por Michael Majerus para resolver as deficiências dos trabalhos anteriores. Majerus libertou 4864 traças na sua experiência de seis anos e observou que houve uma forte predação diferencial por pássaros contra borboletas escuras. A selecção diária contra estas (s 0,1) foi suficiente em magnitude e direcção para explicar o recente declínio rápido das borboletas escuras na Grã-Bretanha pós- industrial (1).

Encontrei também uma revisão do livro «Icons of Evolution», elaborada pelo Dr. Nick Matzke da Universidade da Califórnia, Berkley. Por incrível que pareça nem numa coisa tão simples o criacionista Jonathan Wells, autor do livro, acertou. Este quis implicar que as borboletas estarem a descansar em ramos ou em troncos deita por terra as conclusões principais dos cientistas sobre o assunto. (2) Talvez deitasse se os pássaros estivessem de algum modo proibidos de caçar nos ramos das árvores. Ou o Jonathan Wells é muito burro ou então bateu com a cabeça num ramo de uma árvore pela altura em que decidiu escrever sobre o assunto (eu aposto na segunda hipótese).

Referências:



2. «Icon of Obfuscation: Jonathan Wells's book Icons of Evolution and why most of what it teaches about evolution is wrong», Nick Matzke, 2002 (actualizado em 2004) (disponível aqui: http://www.talkorigins.org/faqs/wells/iconob.html#mothbranch

(Des)complicando a ciência


Selecção de dados: há razões para isso?

Muito falam os criacionistas (na internet são uma praga (a.)) de filtrar dados quando se trata de estudos filogenéticos. Observações do tipo “é melhor para a teoria descartar os dados” ou “filtrar os dados de modo a manter o paradigma” são comuns entre os críticos religiosos e esta verborreia reciclada foi provocada pela publicação na revista Nature de um artigo científico intitulado «Inferring ancient divergences requires genes with strong phylogenetic signals», especialmente por causa disto: «These results (…) argue that selecting genes with strong phylogenetic signals and demonstrating the absence of significant incongruence are essential for accurately reconstructing ancient divergences.» (1)
Mas o que certas pessoas não percebem é que seleccionar os dados não é a mesma coisa que descartar dados para manter o paradigma ou “ajustar dados controversos”. Há razões válidas para que certas características sejam desprezadas num determinado tipo de estudo. Há razões (que nada têm a ver com “manter o paradigma”) para seleccionar o que interessa usar para uma análise filogenética: durante a evolução de um determinado grupo, é comum perceber que características evoluem a velocidades diferentes. Por outro lado, outras características evoluem muito rápido. Esta evolução pode ser tão rápida ao ponto de que a história evolutiva desta característica seja “apagada”. A capacidade de uma característica de reflectir a história evolutiva de um determinado clado é chamada de sinal filogenético. As sequências conservadas são melhores do que sequências que divergiram muito, por exemplo. E evidências da evolução é o que não falta (b.). O que os cientistas querem perceber é as relações exactas entre as espécies.


Notas:

b. Várias são apresentadas aqui, no meu outro blog: http://allthatmattersmaddy32.blogspot.pt/


Evolução vs hipótese alternativa (criação inteligente)

Quando os cientistas investigaram a origem de certas estruturas biológicas (incluindo aquelas propostas pelos pessoal do Discovery Institute) foram capazes de perceber mais ou menos o que aconteceu. As mutações (e até mesmo a selecção natural) deixam rasto. E nós sabemos que esses processos ocorrem naturalmente em todas as populações de organismos que se reproduzem (até pode ser apenas uma molécula de RNA, desde que esta se replique). Hipóteses evolutivas têm tido bastante poder explicativo em relação a isso. Analisando as evidências podem tirar-se conclusões sobre duplicações, fusões e sobre a maneira como as proteínas podem ter evoluído novas funções (por exemplo). Sendo proposto que uma dada estrutura bioquímica com várias partes tenha, por exemplo, sido o resultado de uma série de duplicações e exaptação, essa hipótese pode ser confirmada ao analisar a estrutura, as semelhanças entre as proteínas, as funções destas e a vantagem evolutiva que determinado estádio possa ter conferido ou não. É de um modo semelhante que os cientistas têm investigado a origem de certas estruturas/sistemas biológicos. A duplicação de genes é a uma das marcas da evolução – genes que se duplicaram e divergiram são uma óptima maneira de evoluir novas proteínas (e isso foi demonstrado experimentalmente). O criacionismo do Design inteligente não tem poder explicativo, além disso encontram-se os sistemas/estruturas tal como seria de esperar se tivessem evoluído, duplicando e modificando proteínas, como os cientistas vêm acontecer quer na realidade quer em simulações. Mas mesmo assim os criacionistas podem dizer que foi o deus deles que fez as alterações ao longo do tempo, mimetizando os processos naturais e passamos do argumento da ignorância do “não pode ter evoluído” (que é era normalmente a base da argumentação dos criacionistas do D. I.) para “imita processos naturais, por isso não pode ser desmentido”. Mas o que se faz a hipóteses não-testáveis e que não servem para explicar nada é descartá-las. O criacionismo do design inteligente não consegue explicar nada e, tal como todas as convicções religiosas há uma certa altura em que vai ter de fugir aos testes da ciência. Um exemplo em que isso acontece é quando afirmam que não se consegue distinguir se as semelhanças são devidas ao design ou à ancestralidade comum. Mas mesmo assim, visto que não é obrigatório ter a mesma sequência para ter a mesma função na maioria dos casos (e há vários exemplos de funções semelhantes, mas com sequências diferentes) e pelo padrão genealógico geral (incluindo os fósseis), ainda é possível escolher a hipótese da ancestralidade comum. Mas já se nota a tentativa de fuga.

Sobre complexidade e informação:

Quanto à questão da CSI (informação complexa e especificada), se adoptarmos o critério probabilístico, qualquer sequência aleatória de 20 aminoácidos corresponde ao limite proposto por Dembski, pelo que, pelo menos nessa perspectiva, não tem grande significado para a causa do design inteligente. Se aplicarmos esse critério á adaptação, teria de ser calculada a probabilidade de uma boa adaptação surgir por processos naturais, incluindo mutações e selecção natural (com um limite de 1/10^120), de acordo com o próprio William Dembski, não estando nada garantido relativamente á “presença” de informação complexa e especificada nos seres vivos. Relativamente a atingir um determinado “pico” adaptativo, é bastante fácil arranjar um modelo em que uma população pode chegar a um pico adaptativo muito elevado através da selecção natural e de mutações, não sendo necessária a acção de um deus ou deuses (2).
Quanto à complexidade irredutível normalmente tem como antecessora a complexidade redundante e pode através desta formar-se um sistema irredutivelmente complexo e várias hipóteses evolutivas têm sido propostas para as várias estruturas e sistemas biológicos e têm sido confirmadas do mesmo modo que exemplifiquei anteriormente (ver “Evolução vs hipótese alternativa”).

Referências:


2.      «Has Natural Selection Been Refuted? The Arguments of William Dembski», Joe Felsenstein - Reports of the National Center for Science Education (Volume 27 (2007), RNCSE 27 (3–4)) (disponível aqui: http://ncse.com/rncse/27/3-4/has-natural-selection-been-refuted-arguments-william-dembski


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Os ateus só querem pecar á vontade





Imaginem se as pessoas em vez de usarem pára-quedas deixassem de acreditar no chão e na gravidade e em vez de usarem preservativos deixassem de acreditar na SIDA e na fecundação? E se os ladrões passassem a deixar de acreditar na polícia só para poderem roubar á vontade? Isso até podia ser bom, mas para quem não é ladrão. E sim, os crentes conseguem ser assim tão estúpidos. Imaginem o filme “Sozinho em casa 3” se os ladrões deixassem de acreditar na polícia só para poderem assaltar casas á procura de um chip á vontade. Não teríamos a cena em que a ladra Alice é arrastada pelo cão (nem a parte ridícula em que eles roubam um cão na vizinhança para não dar nas vistas), aliás o filme nem chegaria a essa parte porque eles tinham sido logo presos da primeira vez que o miúdo chamou a polícia. Ou seja, na prática não existiria filme e era menos um motivo para eu me rir quando era criança.

A próxima vez que tiver um trabalho qualquer para fazer vou dizer aos meus professores que já não acredito neles e por isso não posso ter zero no trabalho se não o fizer. 

Na realidade só um ateu muito burro é que escolhia não acreditar em deus só para poder pecar sem ir para o inferno. É que além de não fazer sentido, segundo a Bíblia (ou pelo menos segundo o que diz a maioria dos cristãos), acreditar em deus é um pré-requisito para entrar no céu. Fail. Epic. 


terça-feira, 8 de outubro de 2013

Ciência e religião: O que dizem as estatísticas? (Adenda)

Ciência e religião: O que as estatísticas dizem? (Adenda)

Aqui ficam também dois gráficos relativos às percentagens mundiais correspondentes às várias religiões:


(«Pie chart of the world religions by percentage» de acordo com a CIA (2007).




Como já era de esperar os ateus são uma minoria. De acordo com o primeiro gráfico apenas 2,32% da população mundial são ateus. De acordo com o segundo o gráfico, apenas metade dos não religiosos (incluindo ateus), ou seja apenas 8% da população mundial, não acredita num deus pessoal nem se identifica com nenhuma religião, visto que a outra metade é constituída por teístas. A boa notícia é que, de acordo com o primeiro gráfico, mais de 19,1%, podendo chegar aos 30,9% da população mundial segue religiões não teístas ou que não exigem a crença num deus pessoal.
O primeiro gráfico mostra-nos que 33,3% da população mundial é cristã e o segundo mostra uma percentagem semelhante, sendo que cerca de metade corresponde á percentagem de católicos (primeiro gráfico). Os cristãos correspondem á maior divisão do gráfico (tanto do primeiro como do segundo), seguidos do Islamismo com 21% de aderentes. A percentagem de aderentes a religiões exclusivamente monoteístas é de 55% (primeiro gráfico). Enquanto que as religiões exclusivamente monoteístas são, ainda que por pouco, uma maioria, os cristãos (no seu total) estão longe de o ser, quer queiram quer não.

Nota: Relativamente ao primeiro gráfico:
  1. A categoria “outras religiões” pode incluir o taoísmo, o xintoísmo (que tal como o budismo não exige a crença em deus(es) e traduz-se numa série de rituais relacionados com a natureza), religiões africanas (caracterizadas pela crença em espíritos, incluindo o culto dos antepassados) e nativas americanas (caracterizadas como panteístas), entre outras religiões minoritárias.
  2. O Hinduísmo engloba vários pontos de vista relativos a deus(es) – do monoteísmo ao ateísmo.
  3. A categoria “não-religiosos” pode incluir, por exemplo, agnósticos, panteístas e deístas ou mesmo teístas desde que não se identifiquem com nenhuma religião.
  4. Os Sikhs e os seguidores da religião Baha’i são monoteístas, á semelhança dos judeus, cristãos e muçulmanos.

Ciência e religião: O que dizem as estatísticas?


Neste texto vou abordar as estatísticas que têm sido realizadas relativamente ao tópico "Ciência vs Religião".

Uma pesquisa encomendada pelo grupo BioLogos nos Estados Unidos mostrou que 19 por cento dos pastores evangélicos expressa a crença de que a Terra tem menos de 10.000 anos de idade e que deus criou a vida como é actualmente em seis dias de 24 horas. Trinta e cinco por cento disseram que, enquanto acreditam que deus criou a vida como é actualmente em seis dias de 24 horas, não acreditam totalmente numa Terra jovem. Existe também uma discordância sobre o surgimento da vida. Apesar de muitos pastores defenderem a ideia de que a vida foi criada por deus já como se encontra actualmente, outros defendem a ideia de uma “criação progressiva”, ou de que Deus teria usado os processos de selecção natural para que a vida chegasse ao seu estado actual. 7% estão convictos de que o processo de criação foi progressivo, isto é, eram criacionistas progressivos e 3% aceitavam a evolução, enquanto que dos restantes 23% que se mostraram indecisos, 15% estavam inclinados para aceitar a evolução e 8% o criacionismo progressivo. Resumindo: 61% dos pastores evangélicos são criacionistas.

Nos estados unidos de um modo geral mais de 46% da população acredita no criacionismo da Terra jovem, 38% está dividida entre o evolucionismo teísta e o criacionismo progressivo e apenas 15% deixou deus de fora, ou seja, mais de 46% da população é constituída por criacionistas cientificamente iletrados.  

Relativamente à população conforme as diferentes religiões cristãs, o seguinte gráfico ilustra a situação:





Resumindo: 25% dos evangélicos na totalidade aceitam a evolução e 23% estão divididos entre o evolucionismo teísta e o criacionismo progressivo, com 43% de criacionistas da Terra jovem. Em contraste, 40% dos católicos (quase o dobro) aceita a evolução. Outros 25% estão divididos entre o evolucionismo teísta e o criacionismo progressivo. Reparem que nos Estados Unidos a maioria dos cristãos evangélicos pertence á categoria “Evangelical protestant” e que os fiéis destas Igrejas têm maior probabilidade de serem criacionistas do que os das restantes. É ainda de notar que a probabilidade de ser criacionista da Terra jovem e de não aceitar a evolução aumenta conforme aumenta a regularidade da comparência em serviços religiosos, com 49% de criacionistas da Terra Jovem entre os que se podem considerar praticantes assíduos.

Em contraste, uma esmagadora maioria dos cientistas acredita na evolução (estatísticas apontam para mais de 99% dos cientistas das áreas das ciências da vida e das ciências geológicas e 95% dos cientistas de todas as áreas (até engenheiros).

As estatísticas apontam para que cerca de 90% dos americanos de um modo geral acreditem em deus. Em contraste, estas apontam para que pelo menos 64% dos cientistas de elite sejam ateus ou agnósticos – pelo menos porque os restantes 36% podem incluir panteístas, os quais também não acreditam em deus e deístas, que normalmente na prática são ateus e não acreditam num deus pessoal ou mesmo Budistas ou Taoistas, os quais não seguem religiões teístas. Apesar de todos estes grupos não acreditarem num deus pessoal, as pessoas podem não desejar identificar-se com o ateísmo nem com o agnosticismo.   

A grande disparidade entre a religiosidade do público em geral e da comunidade científica, acompanhada por todas as outras estatísticas indica-nos que existe alguma incompatibilidade entre ciência e religião. E observando como uma funciona e como a outra funciona podemos dizer que sim: a religião parte de pressupostos não demonstrados, enquanto que a ciência procura fazer afirmações apenas com base no que foi demonstrado pelas evidências, além de que todo o conhecimento que tem sido adquirido pelo método científico é contrário ao que afirmam os dogmas religiosos.

Referências:

-          «Poll: Many Protestant Pastors Lean Toward Young Earth Creation», Stoyan Zaimov (disponível aqui: http://www.christianpost.com/news/poll-many-protestant-pastors-lean-toward-young-earth-creation-95751/)

-           «In U.S., 46% Hold Creationist View of Human Origins», Frank Newport (disponível aqui: http://www.gallup.com/poll/155003/Hold-Creationist-View-Human-Origins.aspx

-          SCIENCE, RELIGION, AND SOCIETY: THE PROBLEM OF EVOLUTION IN AMERICA, Jerry A. Coyne, Evolution - Volume 66, Issue 8, pages 2654–2663, August 2012 (disponível aqui: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1558-5646.2012.01664.x/full#b12)

- «Claim CA111» - Index to Creationist Claims, Mark Isaak, (disponível aqui: http://www.talkorigins.org/indexcc/CA/CA111.html)

    - Gráfico: via “Why Evolution is True

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Panteísmo e politeísmo (Adenda)


Apesar do taoismo não ser por si só uma religião politeísta, na china antiga e ainda hoje, veneravam-se também vários deuses (alguns simbólicos e outros não), muitos deles com origem em deuses mais antigos, existindo um deus supremo que tinha uma filha e até mesmo algo semelhante a espíritos – os antepassados e os 8 imortais. Alguns deuses eram imperadores celestiais e outros imperadores - míticos terrenos eram também venerados (existindo mesmo uma imperatriz da Terra, que fazia parte dos 4 imperadores), bem como os imperadores que constam da história da China.

Alguns cristãos querem associar os deuses supremos de outros cultos, incluindo cultos chineses ao deus único deles e para dar apoio a essa ideia afirmam que existia um deus único primordial semelhante ao deus dos cristãos. O pior é que há uma deusa que é ainda mais antiga do que o deus supremo

Panteísmo e politeísmo

Para um panteísta o universo é deus. A palavra “deus” aqui é empregue de forma diferente do que nas religiões teístas – em sentido figurado, como empregue pelo físico Albert Einstein. De acordo com o panteísmo, o universo deve ser venerado como um deus e o ser humano deve estar em harmonia com este.
O politeísmo é o termo que designa a crença em vários deuses - que podem ser entidades reais ou arquétipos, podendo existir aquilo a que se chama politeísmo panteísta ou panteísmo politeísta.
Um exemplo de uma religião com algumas características panteístas é o Taoismo chinês (que influenciou o budismo na Coreia, Vietname e Japão) que enfatiza a vida em harmonia com o Tao.
O tao não transcende o mundo; o tao é a totalidade da espontaneidade ou "naturalidade" de todas as coisas. Cada coisa é simplesmente o que é e faz. Por isso, o tao não faz nada; não precisa de o fazer para que tudo o que deve ser feito seja feito. Mas, ao mesmo tempo, tudo que cada coisa é e faz espontaneamente é o tao (a.). De resto o taoismo tem a ver com "fazer grandes coisas através de meios pequenos", ou seja conseguir coisas com a acção mínima, tem a ver com o modo como as pessoas vivem a sua vida.
Pode-se dizer que o panteísmo é uma visão ateísta do que nos rodeia acompanhada de uma necessidade de venerar o universo em que vivemos, pois um panteísta não acredita num deus pessoal e sobrenatural. (b.) 
Não sendo religiosa, acho interessante explorar os vários tipos de religiões e posições relativamente á religião e ver no que diferem e no que coincidem. Um pouco de cultura só faz é bem.


*Nota: 
a.)Curiosidade sobre o taoismo: O Tao Te Ching traduzido como O Livro do Caminho e da Virtude, é uma das mais conhecidas e importantes obras da literatura da China. Foi escrito entre 350 e 250 a.C. . A sua autoria é, tradicionalmente, atribuída a Lao Tzi ("Velho Mestre"), porém a maioria dos estudiosos actuais acredita que a obra é, na verdade, uma reunião de provérbios pertencentes a uma tradição oral colectiva. 
b.) Panteísmo naturalista (ver última referência). 

Sites consultados:




- “Os cinco pilares do Panteísmo”, Instituição Universo Panteísta (disponível em: http://iup.org.br/artigos/2264/

- "The Pantheist Credo". World Pantheist Movement. (disponível em: http://www.pantheism.net/manifest.htm)